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terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Teoria do Capital Humano e a Educação Profissional Brasileira

Considerações finais
O destaque feito à teoria do capital humano decorre do nosso entendimento de que, apesar de ser propagada a necessidade de a escola adequar-se às mudanças culturais e tecnológicas – particularmente às novas necessidades do mundo do trabalho –, o que de fato observamos é a utilização velada desta teoria como norteadora das reformas educacionais. A reforma do ensino médio-profissional expressa como o governo brasileiro, pautado nas "recomendações" das instituições multilaterais e do empresariado brasileiro, incorporou este pensamento. Contudo, como demonstrou Frigotto,27 a teoria do capital humano incorporou outros elementos em virtude das mudanças políticas e econômicas ocorridas nestes últimos anos no nível global. O fundamental é que a forma como as elites vêem a educação não parece ter sofrido alterações. Estas não consideram a educação como um direito a ser assegurado para todos os cidadãos. Continuam vendo-a apenas como um dispositivo a serviço do seu processo de acumulação e, por isso, sua proposta de educação – seja a educação básica ou, particularmente, a profissional – não é aquela que interessa à maioria da população.
A conseqüência de uma visão que atrela a educação aos interesses do mercado não tem desdobramentos apenas no aspecto pedagógico. Como constatamos, a partir dos dados apresentados sobre a educação profissional brasileira, o receituário de reformas educacionais construído pelos defensores da teoria do capital humano, hoje também seguidores do credo neoliberal, traz no seu interior a defesa de uma menor intervenção do Estado nas atividades de formação profissional. Para eles, os ganhos provenientes da qualificação dos trabalhadores são no imediato absorvidos pelo próprio trabalhador e pelo setor patronal; desta forma o correto é que os mesmos sejam responsáveis pelo financiamento destas atividades. A conseqüência imediata deste posicionamento é o aumento da privatização da educação profissional brasileira.
Outro fator que deve ser destacado na educação profissional brasileira é o seu caráter fragmentado e dualista. Ao ter sido implementada a separação da formação profissional da educação geral, fortaleceu-se a dicotomia entre o pensar e o fazer. Os setores populares, além de serem obrigados a procurar a iniciativa privada para conseguir uma qualificação profissional, são discriminados no referente aos conteúdos ministrados nestas formações.
Em verdade, fica cada vez mais evidente que a possibilidade de se construir uma educação que esteja igualmente a serviço de toda população, tanto no referente à qualidade, quanto aos objetivos pretendidos, só poderá se efetivar em um modelo de sociedade marcado por uma maior igualdade social.
Ramon de Oliveira

Atá Quando?

Porque estes grupos de capitalistas não reinvestem no país os seus ganhos?, nos perguntamos todos. Talvez porque disponham de estudos demonstrando o futuro sombrio que nos espreita em decorrência da recolonização de nossa economia e da montagem de um sistema de poder monopolizado pelo capital financeiro e pelas corporações transnacionais. Nada como um velho jargão para caracterizar o momento atual – é o imperialismo em ação, a histórica aliança perversa entre as oligarquias domésticas e o capital internacional exaurindo o sangue e o suor dos brasileiros. Até quando ?
Ceci Juruá, Relatório de Análise de Conjuntura, projeto Outro Brasil LPP/UERJ, abril-maio de 2007

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Informática-Entrada, Processamento e Saída

Entrada, Processamento e Saída
A sequencia de passos que descreve o funcionamento do computador pode ser resumida em três. Primeiro, enviamos, fornecemos informações ou instruções de Entrada ao computador, depois acontece o Processamento dos dados que contém essas informações enviadas. Esse processamento é feito pelo computador, obedecendo as instruções e usando os dados recebidos. Na etapa do Processamento é feito o reconhecimento dos dados de entrada e decidido o que vai ser feito com esses dados e o destino que esses dados terão. Esse direcionamento dos dados chama-se de Saída. Simplificando, o funcionamento do computador pode ser representado pelo esquema de Entrada, Processamento e Saída dos dados. Os dispositivos de entrada são: Mouse, Teclado, Tela do Monitor de Vídeo sensível ao toque, disquete, CD, DVD, pendrive, Disco Rígido interno e externo. Dentre os dispositivos de Saída estão: Impressora, Tela do Monitor, CD, DVD, Pen drive, Disco Rígido interno e externo.
Cada um dos passos descritos pode ser demonstrado usando como exemplo a edição ou digitação de texto. Ao digitar, pressionar uma tecla de letra no teclado, um sinal elétrico codificado é enviado para o computador através do cabo que liga o teclado ao computador. O computador recebe e processa esse sinal, reconhecendo o código letra enviada, faz o processamento. Em seguida envia um sinal para a controladora de vídeo do monitor para que ela exiba, desenhe na tela do monitor, a letra digitada para que possamos conferir e acompanhar o texto na tela enquanto ele é digitado. Ao mesmo tempo o computador envia um comando para gravar a letra digitada no documento armazenado na Memória Principal MP. Tudo o que você faz no computador, como por exemplo um texto digitado, é armazenado na Memória Principal. Mas a MP só guarda a informação enquanto o computador estiver ligado, por isso ela é chamada de Memória Volátil. A MP também é conhecida com memória RAM (Random Access Memory = Memória de Acesso Aleatório).
Se você quiser guardar o trabalho que fez inicialmente na MP mesmo depois de desligar o computador, é preciso gravar, fazer uma cópia do que está na MP para o Disco Rígido (também chamado de HD do inglês Hard (duro) Disk (disco)). O Disco Rígido também é chamado de Memória Secundária ou Permanente. O ato de copiar o que está na MP para o Disco Rígido é chamado de Salvar. Depois de terminado o trabalho, depois de Salvado o trabalho no Disco Rígido. Podemos desligar o computador sem perder o trabalho que fizemos, o texto digitado.
Quem desliga o computador é o Sistema Operacional SO. Para que SO desligue o computador só é preciso instruí-lo clicando no botão Iniciar da Barra de Tarefas (barra encontrada na base da tela da Área de Trabalho) e em seguida escolher a opção Desligar o Computador e depois Desativar. Depois, é preciso esperar que o SO desligue completamente o computador, que a tela fique preta, para só então desligar os outros dispositivos que ligam o computador a tomada de energia, como filtro de linha ou estabilizador.

Noam Chomsky sobre Cuba

Noam Chomsky sobre Cuba
27 de agosto de 1994
Desde a década de 1820 Cuba tem sido considerado pelas elites dos Estados Unidos basicamente como sendo delas, embora não pudessem colher “a fruta madura” (como eles diziam então) até que a oposição Britânica foi eliminada. Então, os Estados Unidos tomaram o pais e o converteram numa plantação dos EUA. Nenhum desvio da obediência era tolerável. A “política de boa vizinhança” de FDR (Franklin Delano Roosevelt), por exemplo, foi engavetada rapidamente quando se tornou necessário reverter um desvio que ameaçava possibilitar algum grau de independência e democracia. Nos meses de sucesso da revolução de Castro, Cuba estava sendo bombardeada do território americano, e em março de 1960 os Estados Unidos tinha determinado secretamente a derrubada do regime. Isto não tem nada a ver com a Russia, Comunismo, ditadura, ... - mas com a independência. A agressão direta que se seguiu, uma monumental campanha de terror sem precedentes de escala, guerra econômica, e de fato, todos os meios possíveis de se ver livre dessa “maçã podre.” Cuba era considerada particularmente perigosa porque ela se fundou tão profundamente para direcionar recursos para o benefício da maioria pobre e, ainda pior, apoiar movimentos populares estrangeiros que buscavam se libertar de uma ou outra variedade de monstros apoiados e impostos pelos EUA (o que era chamado de “subversão” ou “agressão”). Outro importante crime foi a contribuição de Cuba para o desenvolvimento e o bem estar em países pobres e sofredores, absolutamente sem precedentes, e considerado extremamente perigoso, particularmente a luz dos registros sórdidos daqueles que detêm os recursos para confrontar e acabar com esses problemas quando eles não escolhiam exacerbá-los – nós, em particular.
Por décadas, o pretexto do terror e da guerra econômica foi que Cuba era um posto avançado do império do demônio, ameaçando nossa segurança. Quando o império do mal ruiu, esta desculpa foi rapidamente arquivada, como inútil, e esquecida, e o nariz se fechou, denovo no governo Bush (sob pressão de Democratas liberais e da campanha de Clinton), agora denovo. Estas políticas tem a muito existido em desafio a trivialidades como leis internacionais, opinião mundial (votos nos EUA, incluindo de nossos aliados), etc. Em resumo, uma continuação do que tem acontecido por 170 anos, e um particularmente claro exemplo de um padrão de comportamento bem mais abrangente, invisível somente para aqueles que fazem realmente esforço de não ver.
Sobre o regime, é uma ditadura, muitas vezes brutal embora um ursinho de pelúcia em comparação com os numerosos clientes e amigos dos EUA, com abundantes violações de direitos humanos, etc. Os EUA pretendem piorar este quadro tanto quanto possível, por rasões óbvias: (1) irá aumentar a desordem interna, e (2) é ideologicamente útil como arma contra um inimigo odiado. Mas é simples demonstrar que os crimes de Cuba, de qualquer forma avaliados, são irrelevantes para a política dos EUA; os EUA alegremente apóiam e praticam crimes muito piores, inclusive os crimes contra Cuba. Desde que os Russos caíram, a idéia foi a de apertar o laço de tal forma a impor o máximo de sofrimento e opressão, e em conseqüência aumentar a resistência e mais repressão e sofrimento, na esperança de que mais cedo ou mais tarde as pessoas ficarão suficientemente desesperadas para convidar os Marines. Até o mais leal partidário geralmente admite o que é suficientemente óbvio dos relatos que surgem: as pessoa estão saindo porque elas estão sofrendo com o colapso da economia. Naturalmente, nenhum país pequeno na esfera de influência dos EUA pode sobreviver a tal ataque da superpotência hegemônica sem apoio intenso externo, e há uns poucos se dispondo a bravamente irritar o “don” comandante da principal Máfia mundial.
Uma necessidade crucial é que a opinião organizada nos EUA apague completamente o que está acontecendo diante de nossos olhos, entretanto tão óbvio com é, até (no níveis mais extremos de servilidade, regularmente conseguido) nos retratar como vítimas de Castro- o que é comum nos comentários dos principais meios de comunicação. Que essa necessidade será amplamente atendida existe pouca dúvida, assim a política pode continuar seu curso.
Como devem as pessoa honestas reagir? Primeiro, com forte repulsa. Segundo, fazendo o que puderem para permitir que o Cubanos lidem com seus problemas eles mesmos, sem nossa dominação e controle – o que, como a história amplamente mostra, irá provocar neles dor e sofrimento sem fim. Pessoalmente, Eu gostaria de ver o regime deposto por uma revolução libertária interna (a não por uma só). Mas eu não espero que os EUA implementem mais essas iniciativas do que ele faz em vastas áreas do mundo nas quais tem enorme influência, inclusive em casa – e se os EUA for mudar tão radicalmente que exista a possibilidade, ou se existir alguma outra entidade no sistema global tão nobre que tal possibilidade possa ser contemplada sem ridículo, Eu também não desejaria que eles intervenham, nem eles escolheriam intervir, se eles tivessem atingido este (inimaginável) grau de honradez. Os motivos são estes que são familiares a séculos, descrito por Kant e outras personalidades do Iluminismo por exemplo: liberdade só pode ser conseguida, não concedida por um poder benevolente. Aqueles que estão lutando por liberdade podem as vezes serem ajudados, mas somente por aqueles que advogam a liberdade, ou seja, aqueles que se opõem honestamente ao terror, opressão, injustiça, e dominação, começando com nas sociedades das quais eles pertencem (onde eles irão encontrar muitos erros).
Neste nível de extrema generalidade, qualquer coisa que for dita está fadado a ser inadequado e enganador, mas um esforço realmente sério de lidar com estas questões superaria esta situação, Eu pensso.
(Tradução Minha)
http://www.zmag.org/chomsky/other/lbbs9408-cuba.html

Apanhados do Carlos Lessa no Faixa Livre

A voz da sociedade desaparece com acentuada situação de despolitização existente.
Nenhuma sociedade existe sem um princípio de ordem que a organize.
Democracia indireta onde vota e controla o resultado do seu voto, embora a perversão do sistema quando existem políticos que se achem acima dos controles.

Se você não tem uma educação que faça as pessoas perceberem o conjunto como mais relevante que você a democracia indireta resolve, porque arbitra e cria o fato.
A discussão do processo democrático.
A noção de cidadania está sendo esmagada pela educação social atual, quando põe acima de tudo o sucesso individual, o sucesso do mundo dos negócios, na carreira profissional, no ramo de atividade e o índice que mede o sucesso é o patrimônio, riqueza, nível de renda e de consumo por extensão você cancela a idéia dos valores cidadãos, ninguém é festejado porque ajuda a uma velhinha a atravessar a rua. Se você não valoriza a solidariedade primária como é que você vai valorizar a sociedade coletiva que é a cidadania. Educação não para profissão, é para repor o povo da sociedade.
Há um problema muito sério na educação, as pautas de socialização das crianças pequenas já deveria incluir essa noções. Na Dinamarca, manual para orientadores de creche, o orientador pergunta as crianças o que vão fazer hoje, ir a praia, ir ao circo, etc e deixa que eles discutam entre eles até que um descobre que é melhor votar para descobrir, quando a maioria decide ira para a praia o orientador para e pergunta o que vai ser feito sobre aqueles que querem ir ao circo, e elas concluem que no dia seguinte eles irão ao circo. Estabelece o primado da maioria como direito da minoria.

A medicina pública é necessária mesmo que você tenha seguro de saúde, nenhum seguro médico faz medicina preventiva, atendimento de emergência, ou é público ou não existe.

Estamos perdendo a idéia da cidadania, Cresce a riqueza, o objeto máximo de desejo é o automóvel, só que o automóvel esta fazendo as cidades um inferno, e as pessoas não se dão conta que esta situação é resultado da pequena prosperidade dos últimos 3 anos. Nossa riqueza está consumindo nossa qualidade de vida.

Arundhati Roy 28 de setembro de 2009 no Democracy Now

Arundhati Roy, indiana mundialmente reconhecida, escritora e ativista atuante por justiça global. Seu primeiro livro, The God of Small Things (O Deus das Pequenas Coisas), ganhou o prêmio Booker em 1977. desde então ela tem escrito numerosos artigos sobre a guerra, mudança climática e os perigos do desenvolvimento do livre mercado na India. Seu novo livro, editado pela Haymarket Books, é o Field Notes on Democracy: Listening to Grasshopper. Uma versão adaptada da introdução do livro está também disponível no Tomdispatch.com.
AMY GOODMAN: Nos nos voltamos pra a mulher que o New York Times chama de a Indiana mais apaixonada crítica da globalização e da influencia Americana, Arundhati Roy, a renomada escritora indiana e ativista pela justiça global. Seu primeiro livro, The God of Small Things, ganhou o prêmio Booker em 1977. Ela está com um novo livro, Field Notes on Democracy: Listening to Grasshoppers. Uma versão adaptada da introdução do livro está também disponível no tomdispatch.com, intitulada “What Have We Done to Democracy?” Arundhati Roy se junta a nós de Nova Delhi, India, no dia do maior feriado nacional do país no ano.
Arundhati, nos lhe damos a boas vindas ao Democracy Now! E enquanto você ouve essas notícias das manifestações nas ruas contra a reunião do G-20, registradas pelo nosso reporter Steve Martinez, fale sobre globalização e o que aconteceu com a democracia.
ARUNDHATI ROY: Bem, esse é um grande tema, Amy. E Eu penso que meu livro – no meu livro, Eu faço uma discussão detalhada do que tem acontecido na India. Mas como nós sabemos agora, por causa de como a economia global é interdependente, os países não são – você sabe, os sistemas políticos dos países também são interdependentes, de tal forma que a s democracias dependem de ditaduras e ocupações militares e assim por diante. Nos sabemos que. Nos sabemos que algumas das principais ocupações militares no mundo hoje são dirigidas por democracias: Palestina, Iraque, Afeganistão, Kashmir.
Mas o que Eu acho que está começando a ficar muito claro agora é que nos vemos agora que a democracia está de alguma forma unida ao livre mercado, ou à ideia do livre mercado. Sendo assim, sua imaginação tem sido limitada pela ideia do lucro. E democracia, alguns anos atrás, pode ser, você sabe, até vinte e cinco anos atrás, era alguma coisa que, digamos, um país como a América temia, isso foi porque as democracias estavam sendo derrubadas por toda parte, como no Chile e em outros. Mas agora as guerras estão sendo conduzidas para restaurar – para colocar democracias, porque as democracias servem ao livre mercado, e cada instituição na democracia, como você pode ver na Índia, você sabe, seja a suprema corte – sejam os tribunais ou seja a mídia ou sejam todas as outras instituições da democracia, elas foram de alguma forma esvaziadas, e somente as suas cascas foram substituídas, e nos participamos dessa charada. E está muito mais difícil para as pessoas entenderem o que está acontecendo, porque existe muito jogo de cena.
Mas nos realmente estamos diante de uma crise. E é por isso que eu pergunto. Você sabe, pode existir vida depois da democracia? E que tipo de vida será? Porque a democracia tem sido esvaziada e ficou sem sentido. E quando Eu digo “democracia,” Eu não estou falando do ideal. Você sabe, Eu não estou dizendo que os países que vivem em ditaduras e sob ocupação militar não devem lutar por democracia, porque os anos iniciais da democracia são importantes e inspiradores. E então nos vemos acontecer a uma estranha metástase.
AMY GOODMAN: Nos estamos falando com Arundhati Roy. Ela se junta a nos de Nova Delhi, India, escritora mundialmente reconhecida, ativista por justiça global. Seu livro The God of Small Things ganhou o prêmio Booker, famoso no mundo todo. Agora ela escreveu um novo livro. Hoje nos vamos falar sobre ele pela primeira vez nos Estados Unidos num programa de divulgação nacional, Field Notes on Democracy: Listening to Grasshoppers. Nos voltaremos com ela pelo resto da hora em um minuto.
AMY GOODMAN: Os primeiro ministros da Índia e do Paquistão se encontraram em Nova Iorque. Domingo no entorno da reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas não conseguiram concordar num cronograma de negociações. As conversações continuam a ser freadas pela repercussão do ataque de novembro de 2008 em Mumbai que matou 163 pessoas. A Índia acusa militantes paquistaneses pelo ataque e tem insistido com a necessidade do Paquistão de investigar os responsáveis. O primeiro ministro indiano S.M. Krishna disse a repórteres que ele levantou essas questões com o seu colega do Paquistão Shah Mehmood Qureshi.
S.M. KRISHNA: Como você sabe, nos temos sérias e continuadas preocupações com grupos extremistas e terroristas no Paquistão, que são – que são um risco de segurança nacional para nos e para nossa população. O ministro das relações exteriores Qureshi, esclareceu-me da seriedade do seu governo de levar a justiça, através do seu processo legal, aqueles responsáveis pelas atrocidades terroristas em Mombai a dez meses atrás.
ANJALI KAMAT: Enquanto isso, na Índia, as atenções se voltaram para um diferente adversário. O cenário está montado para uma grande ofensiva militar contra grupos armados que o primeiro ministro Indiano tem repetidamente chamado de, aspas, “mais grave ameaça de segurança” do país.
Operação Green Hunt irá, como divulgado, enviar entre 75.000 a 100.000 soldados para áreas vistas como redutos de rebeldes Maoistas na Índia central e ocidental. Em junho, a Índia rotulou o grupo Naxalite, o Partido Comunista da Índia – Maoista – uma organização terrorista, e no início deste mês o ministro do interior da Índia veio aos Estados Unidos para compartilhar estratégias contraterroristas.

Direitos

Existe um país chamado Brasil. Existe mesmo um país chamado Brasil? Este país tem um governo, este governo foi livremente eleito pela maioria do povo desse país. Um grupo de pessoas, civis e militares conseguem derrubar esse governo através da força. Esse grupo comete um crime. Os civis e militares que derrubaram ou ajudaram a derrubar o governo de João Goulart são criminosos.
Depois veio a censura e a manipulação da informação, mas isso foi só depois.
O povo desse país, abandonado, sem governo e subjugado pela força resolve reagir, tenta impedir que esse crime e seus efeitos continuem a se fazer sentir, produzindo seus efeitos prejudiciais. Essa reação do povo é um ato de justiça diante da ameaça daqueles que nos ameaçam material e emocionalmente. Por esses atos esse povo foi preso, torturado e assassinado.