Pesticide Action Network

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Entrevista com Carlos Estellita-Lins

Suicídio é uma dor silenciosa

Envolto por uma dor extremamente silenciosa, o suicídio é algo carregado de preconceito e estigma. No século 20, o filósofo existencialista Albert Camus classificava-o como “o único tema filosófico realmente sério”, no livro O Mito de Sísifo.

No Brasil, o suicídio começa a ser considerado um problema de saúde pública e chama atenção pelo crescimento: o número de suicidas no país passou de 4,2 para 4,9 em cada 100 mil habitantes na população de todas as idades, e de 4,4 para 5,1 a cada 100 mil jovens entre 1998 e 2008.


Entrevista

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Função da Política e do Estado

A política, em qualquer sociedade de classes, está fundada no domínio da particularidade sobre a universalidade, da parte sobre o todo, do privado sobre o coletivo. Para alcançar a emancipação da humanidade, é preciso romper com o círculo da política, pois se o proletariado agir politicamente ele permanecerá na órbita da parcialidade.

A revolução em geral – a derrocada do poder existente e a dissolução das velhas relações – é um ato político. Por isso, o socialismo não pode efetivar-se sem revolução. Ele tem necessidade desse ato político na medida em que tem necessidade da destruição e da dissolução. No entanto, logo que tenha início a sua atividade organizativa, logo que apareça o seu próprio objetivo, a sua alma, então o socialismo se desembaraça do seu revestimento político.
Marx, K. Glosas críticas marginais, p. 22.

A sociedade que de novo organiza a produção sobre a base de uma associação livre e igual dos produtores remete a máquina de Estado inteirinha para onde então há
de ser o lugar dela: para o museu das antiguidades, para junto da roda de fiar e do machado de bronze.
Lênin, V. I. O Estado e a revolução: a doutrina do marxismo sobre o Estado e as tarefas do proletariado na revolução, p. 332

Crise Econômica

Vivemos num período de profundas transformações resultante da crise estrutural do modo de produção e reprodução da vida. Conforme salienta Mészáros (2009), esta crise não é passível de ser contornada, pois é endêmica, cumulativa, crônica e permanente, fruto do acirramento da contradição entre a produção coletiva e a apropriação privada que coloca em risco a existência da humanidade, à medida que para manter suas taxas de lucro o capital necessita cada dia mais, avançar na precarização estrutural do trabalho e na destruição da natureza.
MÉSZÁROS, I. A crise estrutural do capital. São Paulo: Boitempo Editorial, 2009.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Privatização do Ensino nos EUA

Os sindicatos de professores nos EUA tem se reunido para freiar a onda de privatizações das escolas públicas. Afirmam que esse processo só tem servido para enriquecer com dinheiro público as empresas privadas contratadas para desenvolver testes e métodos padronizados de ensino, onde os professores são meros aplicadores de fórmulas prontas. Nenhuma melhora tem acontecido no desempenho dos alunos.

“Private corporations making profits through the ‘management’ of charter schools means one thing: less money to run our already underfunded public schools,” Charters open door for privatization of school management

ASSIBGE realiza evento “IBGE na Praça” no Rio de Janeiro

A ASSIBGE (Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas) realizou na última terça-feira (7 de agosto de 2012) o evento “IBGE na Praça”, na Cinelândia, para divulgar a greve da categoria e distribuir materiais de divulgação dos trabalhados executados pelo IBGE. A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, fez uma explanação didática sobre a origem da Dívida Pública brasileira, demonstrando o quanto os recursos pagos pelo país aos seus credores influenciam a precarização dos serviços públicos e o arrocho salarial levado a cabo pelos diversos governos.
Houve, ainda, apresentação de esquete teatral sobre a Greve pela Companhia Emergencial de Teatro e microfone aberto à população. A experiência mostrou a importância da aproximação do movimento grevista da sociedade. Durante o evento, foram distribuídas uma carta à população sobre a desvalorização do servidor público, mapas e outros materiais explicativos das pesquisas realizadas pelos servidores do IBGE.

Candidato Republicano a Presidência dos EUA

O Mit Romney, candidato republicano ao governo dos EUA ficou rico canibalizando empresas em dificuldades. Ele e um grupo de investidores se juntavam, pegavam empréstimos para comprar essas empresas em dificuldades. Depois lançavam o valor desses empréstimos com dívida das empresas, essas empresas passavam a ter que pagar essa dívida. Mit Romney e seus sócios ganhavam com os juros que cobravam do pagamento das dívidas dessas empresas. A atuação do candidato republicano não procurava dar a mínima garantia de emprego ou recuperar as empresas em dificuldades, atuava para obter rendimentos com a transação financeira. O valor dessas empresas, que antes pagava salários de muitos empregados, passou a ir para os bolsos de uns poucos especuladores. Esta muito longe da época que os EUA ficou famoso quando investia na produção e valorizava o seu trabalhador, época que ajudou a formar uma classe de trabalhadores que dava inveja no mundo inteiro.