Pesticide Action Network

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Educação

O que estou fazendo comentando este texto? O que eu sou? O que é um texto? Oque é comentar? Mais que conteúdo, ensinar é um processo, um processo de vida, aprendemos a viver, aprendemos a pensar, ensinamos a pensar.
Vejo que a ganância pelo ter pode ser um motivo para que as coisas aconteçam. Mas as ações motivadas somente pela ganância não acolhem, não reconhecem as diferenças, não educam.
Precisamos reconhecer o mal que estamos fazendo a nos mesmos quando somos motivados, em todas as áreas, exclusivamente pela ganância, como é o caso dessa nova educação proposta pelas grandes empresas. Nada diz que a espécie humana deve prevalecer. Esse planeta vai continuar existindo mesmo depois que a espécie humana desparecer. Não mostramos que somos capazes de resolver nossos problemas.
Um dos nossos maiores problemas é o de como acolhemos os outros seres da nossa mesma espécie. Isso só a educação resolve.

A lógica do sistema é simplesmente insustentável ambientalmente

Para o professor Ladislau Dowbor, do PPG em Administração da PUC-SP, “o drama é que nós não temos tanto tempo assim” para agir em benefício do Planeta. Em entrevista concedida por telefone para a IHU On-Line, Ladislau faz uma análise da situação do Planeta a partir dos dados apontados pelo relatório do IPCC que tratou do aquecimento global.
Formado em Economia Política pela Universidade de Lausanne, Suíça, e doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia (1976), Dowbor também faz consultoria para diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios. É autor e co-autor de cerca de 40 livros, e de numerosos artigos. Destacamos o livro Formação do Terceiro Mundo. 15. ed. São Paulo: Brasiliense. O professor tem um site pessoal, onde publica seus artigos. O endereço é http://dowbor.org/

IHU On-Line - Quais os principais pontos de convergência e divergência entre os cientistas sobre o aquecimento global?
Ladislau Dowbor - O principal ponto é que há pouquíssimas divergências. Uma das coisas impressionantes do Relatório do Painel Intergovernamental, publicado em fevereiro, é que ele foi chamado o “relatório das certezas”. Foram deixadas de lado não as coisas sobre as quais há divergência, mas aquelas onde as certezas não são completas. Surgiram dúvidas apenas em relação a aspectos originados de pressões políticas. Temos, por exemplo, o grupo Exxon Mobil, que é produtor de petróleo, que tem financiado pessoas das mais variadas áreas para tentar dar suficientes “mexidas” no ambiente, para causar a impressão de que ninguém tem certeza das coisas. Na realidade, a grande característica é a convergência.
Existe um debate em curso referente a qual é a dimensão da participação humana nos processos de aquecimento global e qual é a parte das variações naturais, ligadas a ciclos solares. Esse é um argumento válido em termos científicos, mas em termos políticos é secundário. Mesmo que haja uma participação num processo natural de aquecimento, os impactos para a sociedade, para a agricultura, para a nossa vida vão ser iguais. Se a gente ainda, além de um processo natural, estiver aumentando as emissões do efeito estufa, as coisas só vão piorar. Hoje, no conjunto, estamos razoavelmente seguros do processo. Essa segurança está ligada à forma como olhamos para o futuro. Se começarmos a tomar medidas hoje, com mudanças corretivas climáticas, vamos ter que esperar algumas décadas até as coisas começarem a se reequilibrar.
O que preocupa, basicamente, é o seguinte: não podemos esperar ter todas as certezas para começa a agir. Porque o ritmo de mudar os rumos é muito lento pela inércia dos processos planetários. Esperar que as catástrofes surjam de maneira generalizada para começar a tomar medidas é simplesmente irresponsável.
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Dean Baker, Décadas de alto desemprego

Democracy Now-8 de Junho de 2010

Décadas de alto desemprego é provável
Baker: As políticas correntes estão mais preocupadas com o déficit do que resolver a crise do desemprego.

COMENTÁRIO
Biografia
Dean Baker é co-diretor do Centro de Estudos Econômicos e Pesquisa Política (CEPR). Ele é o autor de vários livros incluindo: Os EUA desde 1980; Seguridade Social: A crise Irreal (com Mark Weisbrot) e Os Benefícios do Desemprego Zero (com Jared Bernstein) Ele aparece frequentemente em programas de rádio e TV inclusive CNN, CBS News, News Hour e National Public Radio da PBS.

Transcrição
PAUL JAY, EDITOR SENIOR DA TRNN: Bem vindos de volta ao Real News Network, Eu sou Paul Jay em Washington, e nos estamos na conferência Futuro da América Agora!. E conosco está Dean Baker. Ele é o codiretor do Centro de Estudos Econômicos e Pesquisa Política em Washington, DC. Obrigado por se juntar a nos.

DEAN BAKER, ECONOMIST do Centro de Pesquisa Econômica e Política. Obrigado por me convidar.

JAY: Eu quero ler uma pequena citação de um texto que você acabou de escrever. “Se os empregos temporários gerados pelo censo forem retirados da contagem, a economia criou somente 20.000 empregos em Maio de 2010. A taxa média de crescimento de emprego fora os do censo nos últimos três meses foi de exatamente 133.000 por mês, somente um pouco maior do que o crescimento da força de trabalho. Nesse ritmo de crescimento do emprego, levará décadas, e não anos, para voltar aos níveis normais de desemprego. É hora de parar o discurso ufanista sobre a recuperação e sermos sérios sobre os problemas econômicos do país.” Então o que você está essencialmente dizendo é que estamos num desemprego estrutural de longo prazo de 9, 10 porcento ou mais. Se você olha para alguns dos, você sabe, números que falam sobre pessoas ainda procurando emprego e que estão fora do trabalho, nos estamos falando de 15, 16, 20 porcento. Então, estou entendendo bem? Nos vamos ter décadas desse tipo de desemprego?

BAKER: Bem, se não tivermos nenhuma resposta da política. Eu digo, será impressionante para mim que nos iremos simplesmente nos acomodar e deixar acontecer. Mas o que acontece é que que não estamos num estável—não estamos num saudável caminho de recuperação. Nos já tivemos isso tudo, você sabe, chuva de boas notícias, você sabe, supostamente notícias boas. Nos tivemos fortes números de crescimento no quarto quarto. Ainda temos muitas coisas que as pessoas estão apontando e dizendo, oh, isto é bom, a economia está numa recuperação. E a realidade é que a economia está quase que certamente crescendo. Então, você sabe, esse crescimento é positivo? É negativo? É um número positivo. A taxa de crescimento é muito baixa, e não é nem de perto o suficiente para diminuir a taxa de desemprego, ou certamente não numa velocidade que nenhum de nos consideraria aceitável. Então nos estamos condenados a isso. Eu digo, nos sabemos como responder a isso: nos podíamos ter mais estímulo, nos pedíamos ter o Fed sendo mais agressivo em tentar expandir o suprimento de crédito. Existem coisas que podemos fazer. Mas no momento, pelo menos, a economia não está mesmo num curso saudável.

JAY: E o que estamos ouvindo sobre isso é que o principal problema é o déficit. Peter Peterson e sua fundação a poucas semanas atrás tiveram uma conferência sobre a qual fizemos uma reportagem—se as pessoas quiserem ver, você pode procurar no nosso sítio da web—essencialmente o que você teve—O Peterson, o Geithner, o Bill Clinton, e o Greenspan lá, e ainda é o mesmo coro: o maior perigo é o déficit. Vamos começar com o porque eles pensam que o déficit é todo esse problema. O que os perturbam?

BAKER: Bem, Não posso falar o que eles pensam. Tudo o que posso dizer é o que eles falam. E eles falam dessas histórias de terror que se nos sairmos em 10, 15, 20 anos, se você simplesmente olhar para as projeções conservadoras, você vai sim chegar a estas altas taxas de endividamento do PIB. Se você realmente se desviar tanto, você sabe, 30 anos, 40 anos, você fará enorme taxas de déficit/endividamento do PIB. A história de curto prazo é que você tem um alto déficit porque isso é o que acontece quando a sua economia vai para o vinagre, você arrecada menos impostos, você paga mais dinheiro de seguro desemprego. E, você sabe, antigamente quando eu era um estudante do mestrado, sempre nos ensinavam que isso era uma coisa boa porque de outra forma a economia seria ainda mais fraca. Então, sim, você faz um deficit num curto prazo, e que eu saiba isso é realmente uma coisa boa. De outra forma você teria um crescimento mais lento e mais desemprego.

JAY: Mas isso não pode ser simplesmente uma divisão filosófica. Tem que existir uma diferença de interesses aqui. Por exemplo, quando eles olham para economia—esses caras espertos. Eles sabem, você sabe, as pessoas em Wall Street que são os amigos desses políticos que fazem esses pronunciamentos, e Peterson ele mesmo, tem feito fortunas ao entender como a economia funciona. Então com o que eles estão preocupados? Digo, não pode ser somente, como, uma discordância teórica. Eles olham para os seus próprios patrimônios e ficam preocupados sobre eles sendo desvalorizados, e Eu suponho que eles estão mais preocupados sobre isso do que eles estão com desemprego.

BAKER: Não, eu não penso realmente que seja uma questão de patrimônio sendo desvalorizado, porque este não é um bom mecanismo de promover o crescimento, e de todas as maneiras eles se dariam melhor com crescimento maior. Mas eu acho que o que eles estariam mais preocupados é com aumento de impostos. Assim o que eles estão fazendo é tirando vantagem dessa situação de déficit—criada, tenho que dizer, por eles. Você sabe, assim é um pouco inacreditável que você tenha essas pessoas de Wall Street—Robert Rubin, é claro, Estou pensando de, você sabe, a frente e a direita, porque ele era, você sabe, primeiro na administração Clinton batalhando pela desregulamentação, inflando a bolha de ações, tudo bem, você sabe, com um dolar supervalorizado. Eu quero dizer, este cara no centro das políticas. Então ele se mudou para o Citigroup e pessoalmente lucrou com isso a quantia de US$ 120 milhões enquanto ele arruinava o banco—que estaria falido se não tivesse sido salvo pelo governo dos EUA. Então as pessoas de Wall Street nos levaram diretamente onde estamos aqui, e agora estão tirando vantagem da crise que eles mesmos criaram ao tentar desestabilizar a Seguridade Social, Medicare, Medicaid, e outros fundamentais programas sociais. Basicamente Eu vejo isto como eles não querendo pagar por isso. Assim impostos para--

JAY: Como que eles pagam por isso agora?

BAKER: Bem, eles não estão pagando por isso agora. Eles irão pagar por isso no futuro. A Seguridade Social emprestou ao governo dos EUA US$ 2,5 trilhões. Isto será pago pelo bolso dos Peter Peterson, ele e outras pessoas como ele. Ele não quer pagar de volta. Ele isso absolutamente explicitamente. Eu o ouvi dizendo—Eu o ouvi dizendo muitas vezes, mas ele disse isso na conferencia a poucas semanas atrás. Ele disse: que não existe nenhum fundo garantidor da Seguridade Social. Ele quer zerar essa diferença. A Seguridade Social dos impostos dos dólares dos trabalhadores, US$ 2,5 trilhões emprestados ao governo dos EUA para ser pago com os impostos que são pagos por pessoas como Peter Peterson. Peter Peterson disse, Eu sou uma pessoa rica e poderosa, Eu não tenho que devolver estes US$ 2,5 trilhões, nos vamos simplesmente tirar isso dos trabalhadores e dizer para eles, desculpe gente, não há nada aqui para vocês. Isto é o que acontece. Eu penso que isto é muito frente e centro. E Peter Peterson disse isso tão claro quanto seria possível. Ele quer roubar as pessoas dos seus US$ 2,5 trilhões do dinheiro da Seguridade Social.

Solução

É com investimento que se faz planejamento, projeto e execução de unidades produtoras de insumos econômicos, unidades educacionais e de de saúde e lazer.
É preciso conciliar as necessidades de acumulação para o financiamento dos investimentos com os investimentos permanentes para a manutenção do atendimento das necessidades básicas da população.

Eleições

Prefeito, governador, presidente, todas as pessoas que procuram paz, alimento, cuidado, informação e sucesso.
O alimento é caro, os cuidados são escaços ou caros também e a informação é controlada, manipulada. Desse jeito, não se consegue educar ninguém para o sucesso.
Para a educação é indispensável frear a ganancia da lógica do lucro, oferecer cuidados urgentes e gratuitos a população e liberalizar ou acabar com todas as restrições às fontes de informação.

Violência

Só a violência explica o fato de uns seres humanos ostentarem, e conseguirem desfrutar muito mais abundantemente da mesma riqueza que é produzida por todos, enquanto outros tem tão pouco.

Qualificação

No mercado de trabalho, profissionais e empresas procuram adequar da melhor maeira seus projetos e aspirações de acordo com as tecnologias e ofertas demão de obra qualificada encontradas.
Muito pouco se faz para adequar ambas as pretensões através do treinamento ou da adaptação das novas tecnologias.
A grande preocupação de qualquer profissional que concorre no mercado de trabalho é a de estar com a melhor habilitação para encontrar a melhor ocupação que possa conseguir. As empresas procuram definir seus projetos com as tecnologias que são melhor dominadas pelos profissionais encontrados no mercado.
O ramo da informática tem apresentado um dinamismo intenso. As escolas preparam os novos profissionais com as novas tecnologias desenvolvidas impostas pelas empresas produtoras de equipamentos, linguagens e ambientes de programação.