Pesticide Action Network

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Ganância e a Crise do Capitalismo


 A ganância, exemplificada pela lógica das empresas de aumentar o lucro, aumentando as vendas a qualquer preço, impõe um sistema que celebra o consumo, uma cultura na qual o sucesso pessoal só é medido pelo patrimônio acumulado.
Na corrida desenfreada das empresas para aumentar as vendas, as empresas se dispõem a correr todos os riscos, aceitando condições cada vez mais arriscadas para vender seus produtos. Para atrair mais pessoas, sem controle nenhum sobre as condições dos financiamentos, as financeiras emprestam à um número cada vez maior de pessoas , e propõem um alongamento cada vez maior dos prazos de financiamento. Quando você tem mais devedores por mais tempo, as chances de que você deixe receber de volta esses empréstimos concedidos é cada vez maior. É preciso notar que, quando financio a aquisição de um bem, vou acabar pagando por ele muito mais do que o valor que este bem vale hoje, meu credor espera receber este valor a mais quando eu terminar de pagar, se paro de pagar, o prejuízo será ainda maior por causa da expectativa irreal criada pelos financiadores, de receber além do custo real do bem financiado. Se esses calotes aumentam, acabamos sem valor suficiente na economia real para compensar os prejuízos previstos na economia virtual.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Entrevista com Carlos Estellita-Lins

Suicídio é uma dor silenciosa

Envolto por uma dor extremamente silenciosa, o suicídio é algo carregado de preconceito e estigma. No século 20, o filósofo existencialista Albert Camus classificava-o como “o único tema filosófico realmente sério”, no livro O Mito de Sísifo.

No Brasil, o suicídio começa a ser considerado um problema de saúde pública e chama atenção pelo crescimento: o número de suicidas no país passou de 4,2 para 4,9 em cada 100 mil habitantes na população de todas as idades, e de 4,4 para 5,1 a cada 100 mil jovens entre 1998 e 2008.


Entrevista

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Função da Política e do Estado

A política, em qualquer sociedade de classes, está fundada no domínio da particularidade sobre a universalidade, da parte sobre o todo, do privado sobre o coletivo. Para alcançar a emancipação da humanidade, é preciso romper com o círculo da política, pois se o proletariado agir politicamente ele permanecerá na órbita da parcialidade.

A revolução em geral – a derrocada do poder existente e a dissolução das velhas relações – é um ato político. Por isso, o socialismo não pode efetivar-se sem revolução. Ele tem necessidade desse ato político na medida em que tem necessidade da destruição e da dissolução. No entanto, logo que tenha início a sua atividade organizativa, logo que apareça o seu próprio objetivo, a sua alma, então o socialismo se desembaraça do seu revestimento político.
Marx, K. Glosas críticas marginais, p. 22.

A sociedade que de novo organiza a produção sobre a base de uma associação livre e igual dos produtores remete a máquina de Estado inteirinha para onde então há
de ser o lugar dela: para o museu das antiguidades, para junto da roda de fiar e do machado de bronze.
Lênin, V. I. O Estado e a revolução: a doutrina do marxismo sobre o Estado e as tarefas do proletariado na revolução, p. 332

Crise Econômica

Vivemos num período de profundas transformações resultante da crise estrutural do modo de produção e reprodução da vida. Conforme salienta Mészáros (2009), esta crise não é passível de ser contornada, pois é endêmica, cumulativa, crônica e permanente, fruto do acirramento da contradição entre a produção coletiva e a apropriação privada que coloca em risco a existência da humanidade, à medida que para manter suas taxas de lucro o capital necessita cada dia mais, avançar na precarização estrutural do trabalho e na destruição da natureza.
MÉSZÁROS, I. A crise estrutural do capital. São Paulo: Boitempo Editorial, 2009.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Privatização do Ensino nos EUA

Os sindicatos de professores nos EUA tem se reunido para freiar a onda de privatizações das escolas públicas. Afirmam que esse processo só tem servido para enriquecer com dinheiro público as empresas privadas contratadas para desenvolver testes e métodos padronizados de ensino, onde os professores são meros aplicadores de fórmulas prontas. Nenhuma melhora tem acontecido no desempenho dos alunos.

“Private corporations making profits through the ‘management’ of charter schools means one thing: less money to run our already underfunded public schools,” Charters open door for privatization of school management

ASSIBGE realiza evento “IBGE na Praça” no Rio de Janeiro

A ASSIBGE (Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas) realizou na última terça-feira (7 de agosto de 2012) o evento “IBGE na Praça”, na Cinelândia, para divulgar a greve da categoria e distribuir materiais de divulgação dos trabalhados executados pelo IBGE. A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, fez uma explanação didática sobre a origem da Dívida Pública brasileira, demonstrando o quanto os recursos pagos pelo país aos seus credores influenciam a precarização dos serviços públicos e o arrocho salarial levado a cabo pelos diversos governos.
Houve, ainda, apresentação de esquete teatral sobre a Greve pela Companhia Emergencial de Teatro e microfone aberto à população. A experiência mostrou a importância da aproximação do movimento grevista da sociedade. Durante o evento, foram distribuídas uma carta à população sobre a desvalorização do servidor público, mapas e outros materiais explicativos das pesquisas realizadas pelos servidores do IBGE.