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sexta-feira, 25 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Economia é uma ciência social, e seu nome originário tem que ser restabelecido, é Economia Política
Em entrevista concedida a TV Senado no dia 16/11/2010, no programa Agenda Econômica, na série Novos Rumos da Economia, a economista Maria da Conceição Tavares, Profa emérita da UFRJ arrasou. Foi muito linda a passagem que afirma que a economia só é economia se for política, ou melhor que nada na vida existe independente da política, que não podemos fazer nada que não seja político. Que a existência humana é política, que o humano e político não se separam, não podem ser separados.
Veja a resposta completa que ela deu quando estimulada a mandar uma mensagem aos novos economistas.
Pergunta: Eu queria arrancar da Senhora uma mensagem para os jovens economistas, que estão estudando economia, e que estão na faculdade nesse instante, que assistem a Senhora, a Senhora que arrasta multidões de estudantes onde a Senhora vai, que mensagem a Senhora daria para esses jovens?
Resposta: A primeira mensagem é que economia é uma ciência social, e seu nome originário tem que ser restabelecido, é economia política, era assim que se chamava no tempo do Adam Smith, do Ricardo etc. Então tem que voltar a essa ideia, tem que aprender história, se não aprender história não é capaz de juntar, estatística etc. Agora, realmente modelo matemático pode esquecer que não serve para nada. Isso tanto eu quanto o Mario Henrique Simonsem, eu sou matemática de origem e o Mario é engenheiro, a gente [...inaudível...] que modelo matemático é uma piada. O próprio FED (Banco Central dos Estados Unidos), o vice presidente me disse uma vez que eles tem 400 modelos matemáticos, nunca acertam nada, acerta aquele que tem talento para fazer política monetária, porque os modelos não resolvem. E a gente viu a quebra daquele fundo que era daqueles dois matemáticos que achavam que acertavam e o fundo deles foi o primeiro a falir no começo deste século. A segunda coisa é que não é apenas economia política, não vale a pena ser economista se você não achar que tem que dar uma contribuição com a tua profissão, com a tua dignidade, com teu esforço, com teu talento, para o desenvolvimento desse país, e se você não se preocupar com o povo brasileiro, realmente meu bem, melhor então..., vai ser engenheiro de obra, não aborrece, tá claro, vai ser engenheiro, porque é que vai ser economista, o economista trata de problemas sociais e políticos. A economia é instrumento para melhorar socialmente e politicamente uma nação, para integrá-la, para torná-la finalmente no sonho do Furtado. Graças a deus agora está avançando. Então vocês tem que ter claro que o nosso sonho é evidentemente ser um país mais homogêneo mais justo, mais igualitário. Se o sonho de vocês não é esse, então meu filho, eu acho que você deve mudar de profissão. Que até para mercado de capitais não vale a pena ser economista, pode ser qualquer coisa, talvez matemático sirva, estatístico, engenheiro, qualquer coisa, até médico pode especular. O mercado de capitais é uma coisa que não tem nada que ver com a ciência econômica.
Veja a resposta completa que ela deu quando estimulada a mandar uma mensagem aos novos economistas.
Pergunta: Eu queria arrancar da Senhora uma mensagem para os jovens economistas, que estão estudando economia, e que estão na faculdade nesse instante, que assistem a Senhora, a Senhora que arrasta multidões de estudantes onde a Senhora vai, que mensagem a Senhora daria para esses jovens?
Resposta: A primeira mensagem é que economia é uma ciência social, e seu nome originário tem que ser restabelecido, é economia política, era assim que se chamava no tempo do Adam Smith, do Ricardo etc. Então tem que voltar a essa ideia, tem que aprender história, se não aprender história não é capaz de juntar, estatística etc. Agora, realmente modelo matemático pode esquecer que não serve para nada. Isso tanto eu quanto o Mario Henrique Simonsem, eu sou matemática de origem e o Mario é engenheiro, a gente [...inaudível...] que modelo matemático é uma piada. O próprio FED (Banco Central dos Estados Unidos), o vice presidente me disse uma vez que eles tem 400 modelos matemáticos, nunca acertam nada, acerta aquele que tem talento para fazer política monetária, porque os modelos não resolvem. E a gente viu a quebra daquele fundo que era daqueles dois matemáticos que achavam que acertavam e o fundo deles foi o primeiro a falir no começo deste século. A segunda coisa é que não é apenas economia política, não vale a pena ser economista se você não achar que tem que dar uma contribuição com a tua profissão, com a tua dignidade, com teu esforço, com teu talento, para o desenvolvimento desse país, e se você não se preocupar com o povo brasileiro, realmente meu bem, melhor então..., vai ser engenheiro de obra, não aborrece, tá claro, vai ser engenheiro, porque é que vai ser economista, o economista trata de problemas sociais e políticos. A economia é instrumento para melhorar socialmente e politicamente uma nação, para integrá-la, para torná-la finalmente no sonho do Furtado. Graças a deus agora está avançando. Então vocês tem que ter claro que o nosso sonho é evidentemente ser um país mais homogêneo mais justo, mais igualitário. Se o sonho de vocês não é esse, então meu filho, eu acho que você deve mudar de profissão. Que até para mercado de capitais não vale a pena ser economista, pode ser qualquer coisa, talvez matemático sirva, estatístico, engenheiro, qualquer coisa, até médico pode especular. O mercado de capitais é uma coisa que não tem nada que ver com a ciência econômica.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública
Os 10 princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública, documento lançado, em 23 de fevereiro de 2011, no Rio de Janeiro, englobam todas as questões pertinentes aos profissionais de ensino e ao setor. Eu Apoio. Apoie você também.
Repasse esses princípios para a sua rede de contatos e divulgue a importância da Educação de pública e de qualidade para todos. Quando a Educação pública for de qualidade, não haverá mais desculpas para a criação de cotas de vergonha. Todos são capazes de progredir, apenas precisam encontrar as condições adequadas.
Os 10 princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública
1- Defender a educação pública gratuita, laica, democrática e de qualidade social, em todos os níveis, como um direito social universal e dever do estado.
2 - Exigir do poder público a garantia de acesso e de permanência, assegurando efetiva assistência estudantil (moradia, transporte, meia-entrada nos eventos culturais, bolsa de manutenção, etc.).
3 - Defender a organização de um efetivo Sistema Nacional de Educação que articule e garanta o cumprimento das responsabilidades educacionais dos diferentes entes federais.
4 - Defender a aplicação imediata de montante equivalente a, pelo menos, 10% do PIB na educação pública em todos os níveis e que as verbas públicas sejam destinadas somente para as escolas públicas.
5 - Combater todas as formas de mercantilização da educação e a introdução de critérios produtivistas no trabalho dos profissionais de educação e na avaliação das instituições e dos estudantes.
6 - Exigir controle social sobre a educação privada, como concessão do poder público. É função do Estado regulamentar e fiscalizar seu funcionamento, observando a garantia de carreira digna aos seus trabalhadores e a autonomia didático-científica diante de suas mantenedoras.
7 - Articular a luta em prol da qualidade com a defesa da garantia pelo Estado das condições de trabalho dos profissionais da educação, incluindo a valorização salarial e a autonomia didático-cientifíca.
8 - Exigir que a gestão democrática das instituições e sistemas educacionais seja realizada por meio de órgãos colegiados democráticos.
9 - Defender a formação inicial e continuada, pública e gratuita, presencial e de qualidade de todos os trabalhadores em educação, em todos os níveis e modalidades educacionais.
10 - Ampliar o debate com os movimentos sociais e populares e entidades acadêmicas com o objetivo de reconstruir o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e fortalecer a luta pela elaboração coletiva e democrática do Plano Nacional de Educação: proposta da sociedade brasileira.
Fonte http://aentropiamove.blogspot.com/2011/03/principios-do-forum-em-defesa-da-escola.html#comment-form
Repasse esses princípios para a sua rede de contatos e divulgue a importância da Educação de pública e de qualidade para todos. Quando a Educação pública for de qualidade, não haverá mais desculpas para a criação de cotas de vergonha. Todos são capazes de progredir, apenas precisam encontrar as condições adequadas.
Os 10 princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública
1- Defender a educação pública gratuita, laica, democrática e de qualidade social, em todos os níveis, como um direito social universal e dever do estado.
2 - Exigir do poder público a garantia de acesso e de permanência, assegurando efetiva assistência estudantil (moradia, transporte, meia-entrada nos eventos culturais, bolsa de manutenção, etc.).
3 - Defender a organização de um efetivo Sistema Nacional de Educação que articule e garanta o cumprimento das responsabilidades educacionais dos diferentes entes federais.
4 - Defender a aplicação imediata de montante equivalente a, pelo menos, 10% do PIB na educação pública em todos os níveis e que as verbas públicas sejam destinadas somente para as escolas públicas.
5 - Combater todas as formas de mercantilização da educação e a introdução de critérios produtivistas no trabalho dos profissionais de educação e na avaliação das instituições e dos estudantes.
6 - Exigir controle social sobre a educação privada, como concessão do poder público. É função do Estado regulamentar e fiscalizar seu funcionamento, observando a garantia de carreira digna aos seus trabalhadores e a autonomia didático-científica diante de suas mantenedoras.
7 - Articular a luta em prol da qualidade com a defesa da garantia pelo Estado das condições de trabalho dos profissionais da educação, incluindo a valorização salarial e a autonomia didático-cientifíca.
8 - Exigir que a gestão democrática das instituições e sistemas educacionais seja realizada por meio de órgãos colegiados democráticos.
9 - Defender a formação inicial e continuada, pública e gratuita, presencial e de qualidade de todos os trabalhadores em educação, em todos os níveis e modalidades educacionais.
10 - Ampliar o debate com os movimentos sociais e populares e entidades acadêmicas com o objetivo de reconstruir o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e fortalecer a luta pela elaboração coletiva e democrática do Plano Nacional de Educação: proposta da sociedade brasileira.
Fonte http://aentropiamove.blogspot.com/2011/03/principios-do-forum-em-defesa-da-escola.html#comment-form
Agrotóxico vai contaminar a água e desequilibrar a oferta de alimentos
"Agrotóxico vai contaminar a água e desequilibrar a oferta de alimentos", diz pesquisadora
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 10/03/2011, 09:15
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 10/03/2011, 09:15
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Isnard Martins
Segundo Isnard Martins, "Diversos documentos podem ser utilizados em uma análise criminal, variando a sua natureza, origem, confiabilidade e formalidade de preparação."
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Tecnologia
Tecnologia é produto humano. A opção de desenvolver uma tecnologia é uma escolha humana. Da mesma forma como escolhemos começar a utilizar uma determinada técnica, podemos optar por parar de usá-la. Mas existe uma forte pressão dos poderes econômicos fornecedores dessas tecnologias, que se beneficiam com a venda dessas tecnologias, para continuarmos a usar a tecnologia. Empregos são criados para manter o sistema de desenvolvimento, implantação e uso dessas tecnologias funcionando. Podemos estar presos a tecnologias que nos fazem mal e não nos damos conta porque essa contradição entre os custos e benefícios das tecnologias não é discutida livremente.
A riqueza da humanidade nunca esteve tão concentrada nas mãos de de tão poucos. Nunca tantas guerras e conflitos por dominação econômica de territórios foram lutadas. Caminhamos para e escassez até mesmo extinção de recursos naturais que nos acostumamos a consumir em abundância.
A pergunta que não quer calar é se existe uma relação entre o progresso atual da técnica e a situação que estamos vivendo?
Os empreendimentos econômicos acontecem através da administração de recursos humanos e materiais, inclusive tecnologia. Será que a teoria de gestão dos empreendimentos econômicos é independente da tecnologia? Todas as teorias de gestão derivam da orientação inicial da “lei do menos esforço”, que nos orienta basicamente no sentido de conseguir obter o máximo com o menor custo de esforço humano e gasto de material. O nosso próprio controle é uma constante entre obter o máximo do nosso rendimento consumindo a quantidade certa de alimentos sem que essa alimentação, para mais ou para menos, acabe nos prejudicando.
Que rumos que a teoria da gestão de tecnologia, da escolha de alternativas, precisa se dirigir para reconhecer, enfrentar e procurar resolver os principais problemas que nos atingem. Podemos continuar atuar nos empreendimentos econômicos, nas empresas, pensando só nos interesses da sobrevivência do próprio empreendimento, ou precisamos questionar não só o que essa empresa faz, mas como ela utiliza os recursos de pessoal e material que ela precisa para continuar a existir, ou seja como ela é administrada.
A riqueza da humanidade nunca esteve tão concentrada nas mãos de de tão poucos. Nunca tantas guerras e conflitos por dominação econômica de territórios foram lutadas. Caminhamos para e escassez até mesmo extinção de recursos naturais que nos acostumamos a consumir em abundância.
A pergunta que não quer calar é se existe uma relação entre o progresso atual da técnica e a situação que estamos vivendo?
Os empreendimentos econômicos acontecem através da administração de recursos humanos e materiais, inclusive tecnologia. Será que a teoria de gestão dos empreendimentos econômicos é independente da tecnologia? Todas as teorias de gestão derivam da orientação inicial da “lei do menos esforço”, que nos orienta basicamente no sentido de conseguir obter o máximo com o menor custo de esforço humano e gasto de material. O nosso próprio controle é uma constante entre obter o máximo do nosso rendimento consumindo a quantidade certa de alimentos sem que essa alimentação, para mais ou para menos, acabe nos prejudicando.
Que rumos que a teoria da gestão de tecnologia, da escolha de alternativas, precisa se dirigir para reconhecer, enfrentar e procurar resolver os principais problemas que nos atingem. Podemos continuar atuar nos empreendimentos econômicos, nas empresas, pensando só nos interesses da sobrevivência do próprio empreendimento, ou precisamos questionar não só o que essa empresa faz, mas como ela utiliza os recursos de pessoal e material que ela precisa para continuar a existir, ou seja como ela é administrada.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Gestão
Primeiro quero esclarecer que no meu entender não existe diferença entre a condução de uma organização privada e uma pública. No meu entender as duas organizações requerem a aplicação das mesmas medidas que orientam uma empresa eficiente na satisfação das necessidades do seu público ou clientes. Tanto faz se as medidas administrativas exigidas, para que uma empresa consiga ser bem sucedida, sejam aplicadas pelo proprietário, por um conselho de administração ou por um diretor indicado pelo governo eleito.
No meu entender, a maior dificuldade para se administrar uma empresa são as grandes diferenças de ganhos salariais entre os profissionais que atuam numa mesma sociedade, e hoje com a globalização essa sociedade inclui praticamente o mundo inteiro. É preciso atingir um nível do compromisso em que as pessoas se contentem com um ganho pecuniário tal que lhes proporcionem uma vida confortável mas que também não dificulte a distribuição mais justa da riqueza na sociedade. Precisamos derrotar a ganância sem limites sob pena de se não o fizermos, caminharmos para extinção.
Na gestão da tecnologia precisamos atingir um equilíbrio entre o modelo empresarial, que procura identificar e aproveitar grupos privilegiados isolados dentro da sociedade para obter o máximo de retorno no seus investimentos e o modelo de controle social que tem como objetivo o atendimento das necessidades de toda a sociedade. A Gestão de TI, como um serviço, deve ter toda sua a ação voltada para a expansão do público atendido. A inclusão de cada vez mais pessoas no universo da tecnologia proporciona uma elevação do bem estar de toda a sociedade.
As privatizações se revelaram prejudiciais a economia, não aconteceu o aumento de investimentos previstos. Hoje, temos que conviver com empresas que prestam serviços insuficientes e caros. A acumulação de capital permitida para as empresas privadas, não tem sido usada para novos investimentos em favor do público, seus clientes.
No meu entender, a maior dificuldade para se administrar uma empresa são as grandes diferenças de ganhos salariais entre os profissionais que atuam numa mesma sociedade, e hoje com a globalização essa sociedade inclui praticamente o mundo inteiro. É preciso atingir um nível do compromisso em que as pessoas se contentem com um ganho pecuniário tal que lhes proporcionem uma vida confortável mas que também não dificulte a distribuição mais justa da riqueza na sociedade. Precisamos derrotar a ganância sem limites sob pena de se não o fizermos, caminharmos para extinção.
Na gestão da tecnologia precisamos atingir um equilíbrio entre o modelo empresarial, que procura identificar e aproveitar grupos privilegiados isolados dentro da sociedade para obter o máximo de retorno no seus investimentos e o modelo de controle social que tem como objetivo o atendimento das necessidades de toda a sociedade. A Gestão de TI, como um serviço, deve ter toda sua a ação voltada para a expansão do público atendido. A inclusão de cada vez mais pessoas no universo da tecnologia proporciona uma elevação do bem estar de toda a sociedade.
As privatizações se revelaram prejudiciais a economia, não aconteceu o aumento de investimentos previstos. Hoje, temos que conviver com empresas que prestam serviços insuficientes e caros. A acumulação de capital permitida para as empresas privadas, não tem sido usada para novos investimentos em favor do público, seus clientes.
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