Da mesma forma como as autoridades de jurisdição nacional se corrompem e compram sua sobrevivência política fachando os olhos para o crime no nosso estado e pais, as autoridades de alcançe internacional vendem nossa economia, recursos naturais e humanos para interesses estrangeiros a preço de banana.
Com isso, internamente temos a maioria da população na pobreza, segregada e ameaçada, e nos paises estrangeiros, que nos exploram, a prosperidade, que é negada a população que se que aqui se sacrifica produzindo riqueza em vão.
Mas este modelo está se tornando globalizado, cada vez é maior a população no mundo que deixa de se beneficiar com o conjunto da riqueza mundial. Estamos experimentando uma concentração cada vez maior de renda no mundo todo.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Auditoria Cidadã da Dívida
ACOMPANHE DIARIAMENTE AS NOTÍCIAS SOBRE O ENDIVIDAMENTO BRASILEIRO.
A página da Auditoria Cidadã da Dívida na internet (www.divida-auditoriacidada.org.br) conta com uma seção, que comenta diariamente as notícias sobre o endividamento.
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Tortura na Recente Ditadura Militar no Brasil
Enquanto nos Estados Unidos o presidente Obama afirma:
"Eu quero olhar para frente e não para trás em relação a problemas que aconteceram em administrações anteriores. Não quero uma caça as bruxas."
Juan Mendez, representante da ONU nos EUA nas investigações sobre tortura diz:
Rejeito o entendimento que investigar e processar crimes internacionais é uma forma de somente olhar para trás e começar uma caça as bruxas ou ser vingativo. Eu acho, que ao contrário, é a melhor forma de olhar para frente: é encarar os fatos da forma como eles devem ser visto, conferir o que foi feito por ordem de quem e contra quem, e somente avançar depois de saber a verdade.
Juan Méndez, argentino, foi vítima de tortura. Na Argentina, acontecem centenas de julgamentos de casos de tortura.
Sobre os julgamentos na Argentina ele considera "muito animadores, eles são a forma de olhar adiante. É como os paises se veem, assumem seu passado, e asseguram que ele não aconteca denovo. Essa é a forma de olhar para frente."
Sabendo a verdade, pelo menos a verdade que é acessível, e depois lutar para que mais informaçõs se juntem, completando o quadro, é a melhor forma de poder traçar um caminho mais seguro, um futuro mais seguro.
"Eu quero olhar para frente e não para trás em relação a problemas que aconteceram em administrações anteriores. Não quero uma caça as bruxas."
Juan Mendez, representante da ONU nos EUA nas investigações sobre tortura diz:
Rejeito o entendimento que investigar e processar crimes internacionais é uma forma de somente olhar para trás e começar uma caça as bruxas ou ser vingativo. Eu acho, que ao contrário, é a melhor forma de olhar para frente: é encarar os fatos da forma como eles devem ser visto, conferir o que foi feito por ordem de quem e contra quem, e somente avançar depois de saber a verdade.
Juan Méndez, argentino, foi vítima de tortura. Na Argentina, acontecem centenas de julgamentos de casos de tortura.
Sobre os julgamentos na Argentina ele considera "muito animadores, eles são a forma de olhar adiante. É como os paises se veem, assumem seu passado, e asseguram que ele não aconteca denovo. Essa é a forma de olhar para frente."
Sabendo a verdade, pelo menos a verdade que é acessível, e depois lutar para que mais informaçõs se juntem, completando o quadro, é a melhor forma de poder traçar um caminho mais seguro, um futuro mais seguro.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O medo na cidade do Rio de Janeiro
“Talvez a permanência de uma certa naturalização deste quadro se observe nos corpos negros amontoados nas lixeiras da cidade do Rio de Janeiro nos dias de hoje: os traficantes-favelados apresentados ao deleite da mídia fazem parte do cenário vivo do teatro da escravidão.” Vera Malaguti Batista
A crítica marxista de Marilena Chauí (1985), defende que a violência seja inserida na história. A violência é multifacetada: seria tudo o que se vale da força para ir contra a natureza de um agente social; todo o ato de força contra um agente social; todo o ato de força contra a espontaneidade, a vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar); todo ato de transgressão contra aquilo que uma sociedade define como justo e como um direito.
Violência é um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico e/ ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjetivas e sociais marcadas pela opressão e intimidação, pelo medo e o terror. A violência um fator negativo. A violência é um fenômeno dinâmico que pode ser definido e vivenciado de diferentes modos, principalmente quando relacionada à classe social dos envolvidos.
Segundo Chauí (2006, p. 104):
Em uma sociedade como a brasileira, podemos falar em uma divisão social do medo,
isto é, as diferentes classes sociais têm medos diferentes.
A classe dirigente teme perder o poder e seus privilégios; a classe dominante teme perder riquezas, [...];
a classe trabalhadora teme o desemprego, a morte cotidiana a violência patronal e policial, a queda vertiginosa na marginalidade, na miséria absoluta, [...],
Os medos são de queda na desumanização, medos de perder a condição humana e por isso medos que dizem respeito aos seus direitos. As classes populares não chegam a falar em nome dos direitos, falam em nome de algo que é pressuposto pelos direitos e que por estes deve ser concretizado;
falam em nome da justiça.
O impacto difusor na vida social e política do medo não é recente, remete diretamente a sua construção histórica cultural. Segundo Vera Malaguti Batista (2003) o medo coletivo – de tumultos populares, atividades criminosas alimentadas pela pobreza, insurreição de escravos, e o seu correlato repugnante, a “africanização” da nação nascente, desempenhou um papel central na formação da sociedade urbana do Brasil após a independência. Como observou Löic Wacquant (2003,p.10) no prefácio do livro de Malaguti Batista (idem),
"ao desentranhar as raízes do medo e revelar seus mecanismos reguladores no século XIX, a autora nos permite entender tanto a atração como as limitações dos discursos do medo que cobrem com um manto fúnebre a metrópole brasileira no alvorecer do século XXI”.
Em suma, a divisão social do medo faz parte da história da sociedade brasileira, sendo aprofundada na atualidade.
Referência
BATISTA, Vera Malaguti. O medo na cidade do Rio de Janeiro. Dois tempos de uma história. Rio de Janeiro: Revan, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Participando do debate sobre a mulher e a violência. Perspectivas Antropológicas da Mulher, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, n. 4, 1985.
______. Simulacro e poder – uma análise da mídia. São Paulo: Perseu Abramo, 2006.
Midiatização da violência: os labirintos da construção do consenso
A crítica marxista de Marilena Chauí (1985), defende que a violência seja inserida na história. A violência é multifacetada: seria tudo o que se vale da força para ir contra a natureza de um agente social; todo o ato de força contra um agente social; todo o ato de força contra a espontaneidade, a vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar); todo ato de transgressão contra aquilo que uma sociedade define como justo e como um direito.
Violência é um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico e/ ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjetivas e sociais marcadas pela opressão e intimidação, pelo medo e o terror. A violência um fator negativo. A violência é um fenômeno dinâmico que pode ser definido e vivenciado de diferentes modos, principalmente quando relacionada à classe social dos envolvidos.
Segundo Chauí (2006, p. 104):
Em uma sociedade como a brasileira, podemos falar em uma divisão social do medo,
isto é, as diferentes classes sociais têm medos diferentes.
Os medos são de queda na desumanização, medos de perder a condição humana e por isso medos que dizem respeito aos seus direitos. As classes populares não chegam a falar em nome dos direitos, falam em nome de algo que é pressuposto pelos direitos e que por estes deve ser concretizado;
falam em nome da justiça.
O impacto difusor na vida social e política do medo não é recente, remete diretamente a sua construção histórica cultural. Segundo Vera Malaguti Batista (2003) o medo coletivo – de tumultos populares, atividades criminosas alimentadas pela pobreza, insurreição de escravos, e o seu correlato repugnante, a “africanização” da nação nascente, desempenhou um papel central na formação da sociedade urbana do Brasil após a independência. Como observou Löic Wacquant (2003,p.10) no prefácio do livro de Malaguti Batista (idem),
"ao desentranhar as raízes do medo e revelar seus mecanismos reguladores no século XIX, a autora nos permite entender tanto a atração como as limitações dos discursos do medo que cobrem com um manto fúnebre a metrópole brasileira no alvorecer do século XXI”.
Em suma, a divisão social do medo faz parte da história da sociedade brasileira, sendo aprofundada na atualidade.
Referência
BATISTA, Vera Malaguti. O medo na cidade do Rio de Janeiro. Dois tempos de uma história. Rio de Janeiro: Revan, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Participando do debate sobre a mulher e a violência. Perspectivas Antropológicas da Mulher, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, n. 4, 1985.
______. Simulacro e poder – uma análise da mídia. São Paulo: Perseu Abramo, 2006.
Midiatização da violência: os labirintos da construção do consenso
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Democracy Now Must See
Autor | Site Título |
Alice Walker | The Color Purple, Search of Our Mothers’ Gardens, The Secret of Joy e We Are the Ones We Have Been Waiting for: Inner Light in a Time of Darkness |
Anand Gopal | AnandGopal.com |
Daniel Brook | The Trap: Selling Out to Stay Afloat in Winner-Take-All America http://www.responsiblelending.org/ Usury Country: Welcome to the Birthplace of Payday Lending (http://www.harpers.org/) |
Gilles Dorronsoro | Revolution Unending: Afghanistan, 1979 to the Present Focus and Exit: An Alternative Strategy for the Afghan War |
Glenn Greenwald | Glenn Greenwald's Blog Great American Hypocrites: Toppling the Big Myths of Republican Politics |
Greg Grandin | Empire’s Workshop: Latin America, the United States, and the Rise of the New Imperialism Fordlandia: The Rise and Fall of Henry Ford’s Forgotten Jungle City |
Ha-Joon Chang | Kicking Away the Ladder: Development Strategy in Historical Perspective The Myth of Free Trade and the Secret History of Capitalism |
James Galbraith | The Predator State: How Conservatives Abandoned the Free Market and Why Liberals Should Too |
Jane Mayer | Jane Mayer's article "The Hard Cases" The Dark Side: The Inside Story of How the War on Terror Turned into a War on American Ideals |
Jeremy Scahill | Blackwater: The Rise of the World’s Most Powerful Mercenary Army |
Juan Cole | Engaging the Muslim World Juancole.com |
Laura Carlsen | "Drug War Doublespeak" by Laura Carlsen |
Medea Benjamin | CodePink: Women Say No to War |
Michael Ratner | Trial of Donald Rumsfeld e Senator Patrick Leahy's statement on "Truth Commission" |
Nomi Prins | Other People’s Money: The Corporate Mugging of America e Jacked: How Conservatives Are Picking Your Pocket |
Paul Fitzgerald and Elizabeth Gould | Afghan Women: A History of Struggle |
Paul Helmke | |
Paul Krugman | The Return of Depression Economics and the Crisis of 2008 Paul Krugman's blog, "The Conscience of a Liberal" |
Pratap Chatterjee | Iraq, Inc Halliburton’s Army: How a Well-Connected Texas Oil Company Revolutionized the Way America Makes War http://www.corpwatch.org/ |
Randall Robinson | The Debt: What America Owes to Blacks, The Reckoning: What Blacks Owe to Each Other and Quitting America: The Departure of a Black Man from His Native Land. His most recent is An Unbroken Agony: Haiti, from Revolution to the Kidnapping of a President |
Randall Robinson | The Debt: What America Owes to Blacks, The Reckoning: What Blacks Owe to Each Other and Quitting America: The Departure of a Black Man from His Native Land. An Unbroken Agony: Haiti, from Revolution to the Kidnapping of a President |
Riki Ott | Not One Drop: Betrayal and Courage in the Wake of the Exxon Valdez Spill "Black Wave: The Legacy of the Exxon Valdez" DVD http://www.ultimatecivics.com/ |
Robert Johnson | Nationalize Failing Banks? Think Twice |
Robert McChesney | http://www.thenation.com/doc/20090406/nichols_mcchesney?rel=rightsideaccordian |
Robert Scheer | The Great American Stickup: Greedy Bankers and the Politicians Who Love Them "Perp Walks Instead of Bonuses" by Robert Scheer |
Robert Scheer | "Perp Walks Instead of Bonuses" by Robert Scheer The Great American Stickup: Greedy Bankers and the Politicians Who Love Them website Truthdig |
Tariq Ali | Capitalism's Deadly Logic The Duel: Pakistan on the Flight Path of American Power |
Tavis Smiley | Accountable: Making America as Good as its Promise TavisTalks.com |
Michael Hudson | Super Imperialism: The Economic Strategy of American Empire counterpunch.org Obama’s Awful Financial Recovery Plan |
Robert Kuttner | Obama’s Challenge: America’s Economic Crisis and the Power of a Transformative Presidency The American Prospect magazine |
Conor Foley | The Thin Blue Line: How Humanitarianism Went to War |
Continuação
Drogas vão continuar sendo consumidas, e para que isso aconteça, pessoas serão empregadas na continuação da fabricação e no fornecimento de drogas.
Já decidimos que continuarão existindo consumidores, produtores e fornecedores de drogas.
Populações pobres, abandonadas pelo poder público, sem condições dignas de vida, emprego, moradia, saúde, educação e transporte, aproveitam o abandono em que vivem para exercer a atividade comercial de venda de drogas. Esse comércio é "tolerado" e até se constitui num bom negócio para alguns além de alimentar a corrupção, única forma de contato com o poder público que essas populações conhecem.
Acabar, ou diminuir o tráfico nas áreas pobres não ameaça o consumo e o fornecimento de drogas em geral.
Já decidimos que continuarão existindo consumidores, produtores e fornecedores de drogas.
Populações pobres, abandonadas pelo poder público, sem condições dignas de vida, emprego, moradia, saúde, educação e transporte, aproveitam o abandono em que vivem para exercer a atividade comercial de venda de drogas. Esse comércio é "tolerado" e até se constitui num bom negócio para alguns além de alimentar a corrupção, única forma de contato com o poder público que essas populações conhecem.
Acabar, ou diminuir o tráfico nas áreas pobres não ameaça o consumo e o fornecimento de drogas em geral.
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